A-do-roo analisar contos de fadas. E me divirto horrores lendo livros de psicologia sobre essas histórias que são as primeiras que a gente ouve na vida. O que cada personagem representa, do que trata cada trama, como os contos foram mudando no tempo e no espaço, tudo isso é absurdamente fascinante.
E uma fala de um conto específico me faz refletir há algum tempo:“Espelho, espelho meu… há neste reino alguém mais bela do que eu?”. Na história da Branca de Neve, a rainha/madrasta lança essa pergunta todo dia ao seu Espelho Mágico, já sabendo de antemão a resposta: “Não, majestade, és a mais linda deste reino!”.
Reparou que na vida real acontece o mesmo? Às vezes, quando você se arruma toda e se olha no espelho, durante um momento, acredita que não tem alguém mais linda que você nesse planeta. Outras vezes, o espelho mostra exatamente o contrário, e é quando você se sente a última das últimas.
A psicóloga Fabiana Kurbhi diz que talvez todo espelho diga coisas que nem sempre queremos ou gostamos de ouvir sobre o nosso corpo, e sobre a nossa vontade de sermos outra pessoa, um pouco mais novas, ou quem sabe mais bonitas, mais magras, mais isso ou mais aquilo.
